- Autor
- Coleção
- ISBN 9789896232085
- PVP 15.98 € (IVA incluído)
- preço livre
- 1ª Edição setembro 2015
- Edição atual 1.ª
- Páginas 158
- Dimensões 150 X 225 mm
Michel Onfray, um dos mais destacados e polémicos filósofos franceses da actualidade, propõe-nos nesta sua «contra-história da literatura» uma apaixonante releitura integral do Dom Quixote de Cervantes: obra fundamental da modernidade, na origem do quixotismo, ou seja, de uma nova forma de pensar, de ver, de fazer e de dizer, que consubstancia «essa paixão furiosa pelas ideias em detrimento da realidade, essa religião do ideal sem ter em conta o real». O famoso herói de Cervantes, que combate os moinhos de vento: «é, pois, mais do que ele próprio: ultrapassa a sua definição física e moral para adquirir um sentido lendário, simultaneamente mitológico, filosófico e emblemático»; alguém para quem «o real nunca existiu».
Michel Onfray, um dos mais renomados pensadores europeus no centro do debate cultural da actualidade, nasceu em Argentan, França, em 1956. Após a licenciatura em Filosofia dedica-se ao ensino numa escola técnica em Caen, cidade na qual, em 2002, funda uma Universidade Popular, gratuita, com o objectivo de difundir o ensino de uma filosofia diversa daquela académica e oficial, assente numa reflexão mais autêntica. Autor prolixo, a sua obra engloba cerca de 80 publicações, nas quais procura integrar filosofia, psicanálise, sociologia e ciência, e celebrar o hedonismo e uma ética moderna fundada no ateísmo.
Venceu o Prémio Médicis de ensaio em 1993 com o livro La sculpture de soi: la morale esthétique. Entre as suas obras de maior sucesso contam-se: Théorie du corps amoureux: pour une érotique solaire (2000); Traité d’athéologie (2005); Puissance d’exister: manifeste hédoniste (2006) e Le crépuscule d’une idole (Anti-Freud, trad. portuguesa, editora Objectiva). Os seus livros estão traduzidos em mais de 20 línguas.