- Autor
- Coleção
- ISBN 9789896231729
- PVP 18.98 € (IVA incluído)
- preço livre
- 1ª Edição outubro 2013
- Edição atual 2.ª
- Páginas 295
- Dimensões 150 X 225 mm
A chegada de um misterioso estrangeiro, de nome Johan Nagal, a uma pequena cidade costeira da Noruega, transformará para sempre a aparente vida tranquila e inocente dos seus habitantes. Nagal, indivíduo controverso, com uma personalidade irracional e autodestrutiva, simultaneamente um herói e um charlatão, estabelecerá uma relação especial com Grøgaard, o Anão, personagem repudiada por todos. Com a involuntária ajuda deste exporá todos os segredos da pequena comunidade, fazendo emergir os seus instintos mais negros e os seus desejos reprimidos, para depois desaparecer logo a seguir, tão misteriosamente como quando surgiu.
Mistérios, pela primeira vez traduzido em português, é unanimemente considerado pela crítica uma das obras fundamentais da literatura mundial e Johan Nagel uma das personagens mais enigmáticas e marcantes desta. Um livro que impressionou os seus contemporâneos pela radical (e polémica) visão do mundo que destila das suas páginas, cuja leitura provoca ainda hoje o mesmo forte impacto no leitor.
Prémio Nobel de Literatura
Pela sua monumental obra, Os Frutos da Terra.
Knut Hamsun (1859-1952), escritor norueguês, no ano em que lhe foi atribuído o prémio Nobel de Literatura, em 1920, era provavelmente o mais influente autor europeu. Thomas Mann, André Gide, Máximo Gorki, Franz Kafka ou o jovem Hemingway contavam-se entre os seus incondicionais admiradores. O uso que fez da subjectividade e do monólogo interior, aliados a um forte lirismo e a temáticas absolutamente inovadoras à época, fizeram de romances como Fome (1890), Mistérios (1892), Pan (1894) ou Victoria (1898) obras-primas e marcos no início da modernidade na literatura. Mestre inovador do romance psicológico, com a viragem do século, Hamsun prefere abordar temáticas sociais e históricas mais vastas, oferecendo nas suas obras uma particular visão do mundo, que se consubstancia numa crítica feroz à modernidade e ao progresso, considerados fontes da degradação do Homem, exortando, pelo contrário, o retorno deste a uma vida simples e salutar, em comunhão com a natureza.
Máximo exemplo desta viragem é a publicação do romance Os Frutos da Terra (1917), cujo enorme sucesso numa Europa pós-bélica valeu em grande medida ao autor a atribuição do prémio Nobel. A seguir a este, a sua carreira literária prolongou-se por mais trinta anos, destacando-se deste período sobretudo a trilogia constituída pelos romances Landstrykere (1927), August (1930) e Men Livet Lever (1933).
Figura controversa, Hamsun conheceu tanto a glória literária quanto, no final da sua vida, o mais aceso repúdio dos seus contemporâneos, o qual se ficou a dever às simpatias do autor pelo regime nazi e apoio público ao governo fantoche formado após a ocupação da Noruega. Uma vez terminada a guerra, tais posições valeram-lhe o julgamento por traição. A sua provecta idade salvou-o de uma condenação à pena capital, mas não da confiscação de todos os seus bens e do isolamento social. Acabaria os seus dias na mais completa pobreza. As suas Obras Completas, reunidas em 15 volumes, seriam publicadas em 1954, dois anos após a sua morte.
Outros livros do mesmo autor
Fome
Os delírios solitários e as tortuosas reflexões de um jovem escritor, errando através da vida urbana, acompanhado pela sua inexorável antagonista, a fome. Um romance que é o início da grande literatura do século xx.
Victoria
Victoria, livro de rara beleza narrativa, é uma das obras mais representativas de Knut Hamsun.
Os Frutos da Terra
Grande épico da vida rural, cujo imediato e enorme sucesso internacional foi em grande medida responsável pela atribuição, três anos depois da sua publicação, do prémio Nobel ao autor.