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Eternidade

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  • Autor
  • ISBN 9789895640508
  • PVP 16.99 € (IVA incluído)
  • preço fixo até
  • 1ª Edição julho de 2020
  • Edição atual 1
  • Páginas 272
  • Apresentação Capa mole
  • Dimensões 150x225x20,5 mm
  • Disponibilidade
    Disponível
  • Comprar

À venda a 13 de julho

Juvenal Gonçalves, após a morte por doença da sua esposa, Helena, regressa à ilha da Madeira, sua terra natal. Aqui, num cenário contrastante de natureza idílica e encantadora, atravessa os vários estádios do luto e da solidão, revoltando-se perante a fragilidade da condição humana e a sua capacidade de resignação, tomando consciência das injustiças sociais que o rodeiam, da chocante discrepância que opõe a vida dos burgueses ricos do Funchal, entre os quais se conta o seu irmão, Álvaro, e a dos camponeses e bordadeiras. A insurreição que encabeça é prontamente suprimida pelo governo nacional. Com a deportação para o inferno de Cabo Verde, virá também a notícia da gravidez fruto da sua relação com Elizabeth, e uma renovada esperança no futuro da humanidade. 

Romance publicado em 1933, após o êxito mundial obtido com A Selva, Eternidade, marcado pelo pendor autobiográfico da perda e do luto, ocupa um lugar particular na bibliografia e na vida de Ferreira de Castro, reavaliada hoje em dia pela crítica como uma das suas maiores obras ficcionais.

«Assim são os livros de Ferreira de Castro: como uma árvore que amamos, de muito a ter absorvido na paisagem e no lugar da nossa vida.» — Agustina Bessa-Luís

 

José Maria Ferreira de Castro (1898 - 1974) é uma das figuras cimeiras da literatura portuguesa. Publica, em 1928, o romance Emigrantes e A Selva em 1930, acompanhados de estrondoso êxito internacional, onde a literatura portuguesa pouca expressão tinha. Seguir-se-á, a um ritmo regular, a publicação de outros romances: Eternidade (1933), Terra Fria (1934), A Tempestade (1940), A Lã e a Neve (1947). No período imediato ao pós-guerra, Ferreira de Castro torna-se um dos autores mais lidos em Portugal e no estrangeiro. 

Nos anos cinquenta publica o romance A Curva da Estrada e, entre outras obras, a famosa novela A Missão. De 1968 data o romance O Instinto Supremo, onde o autor regressa, quase quatro décadas depois de A Selva, ficcionalmente à selva amazónica. Ferreira de Castro foi, diversas vezes, proposto para o Prémio Nobel e, outras tantas, recusou sê-lo, em prol de outros escritores portugueses.

Livros publicados


O Instinto Supremo

    O último livro publicado por Ferreira de Castro, um regresso do autor à Amazónia.

    A Lã e a Neve

      Um dos livros de maior sucesso do autor, A Lã e a Neve é, indiscutivelmente, um dos grandes romances da literatura portuguesa do século XX.

      Emigrantes Edição Limitada

        Em todas as aldeias próximas, em todas as freguesias das redondezas, havia o mesmo anseio de emigrar, de ir em busca de riqueza a continentes longínquos.

        A Tempestade

          Em A Tempestade, Ferreira de Castro transita com mestria das grandes paisagens de A Selva ou Terra Fria para a dimensão fechada do espaço doméstico citadino.

          A Selva

            Considerado um dos livros-monumento e de maior sucesso, dentro e fora de portas, da nossa literatura moderna.

            A Experiência

              Elogiado pela crítica como romance de grande intensidade psi­cológica e apontado como um dos textos mais subversivos do autor.

              Terra Fria

                Publicado originalmente em 1934, Terra Fria suscita, desde logo, o entusiasmo da crítica, vindo a ocupar um dos lugares cimeiros do universo ficcional de Ferreira de Castro e na literatura portuguesa do século xx.

                Emigrantes

                  Era um sonho denso, uma ambição profunda que cavava nas almas, desde a infância à velhice.

                  A Missão

                    O mais alto cume de realização formal e composição de estilo na obra do escritor.