- Autor
- Coleção
- ISBN 9789896231507
- PVP 15.98 € (IVA incluído)
- preço livre
- 1ª Edição junho 2012
- Edição atual 1.ª
- Páginas 248
- Dimensões 150 X 225 mm
Islândia, século XIX: uma terra em que as forças da natureza, primordiais e misteriosas, ainda não estão inteiramente domadas pelo Homem. Ásmundur, jovem juiz e poeta, protagonista deste romance (inspirado numa figura histórica real), é chamado a julgar o seu primeiro processo, um desolador caso de incesto e infanticídio perpetrado por dois jovens irmãos denunciados pelos seus vizinhos camponeses. Será Ásmundur a ter de decidir se os dois irmãos são culpados. A sua viagem em direcção ao lugar do delito, no interior remoto do país, é uma odisseia através das origens de uma nação em que a natureza, os mitos e as sagas se contrapõem à sociedade racional e moderna que o homem quer construir.
Thor Vilhjálmsson, um dos mestres da literatura islandesa, nasceu em Edimburgo em 1925 e viveu, a partir dos cinco anos de idade, em Reiquiavique.
Nas suas memórias – saíram na Islândia dois volumes: Vozes no Jardim (Raddir í garðinum, 1992) e O Navio dos Remos de Ouro (Fley og fragar árar, 1996) – gostava de repetir que a sua verdadeira escola tinha sido aquela que em adolescente frequentara a bordo de barcos de pesca, trabalhando lado a lado com velhos pescadores, cuja experiência e humanidade o tornaram para sempre imune às tempestades da existência. A carreira artística dessa «força da natureza » de nome Thor Vilhjálmsson, iniciada com a publicação, em 1950, de um livro de prosa breve, O Homem está Sempre Só (Maðurinn er alltaf einn), até aos mais recentes romances, Homicídio na Noite (Náttvíg), de 1989 e Cantilena na Erva (Morgunþula í stráum) de 1998, passando pela incessante experimentação dos anos sessenta e setenta – dos quais um dos melhores exemplos é, sem dúvida, Rápido, Rápido, disse o Pássaro (Fljótt, fljótt, sagði fuglinn), de 1969 –, foi construída sob o signo de um modernismo que nunca desdenhou o recurso à ironia, e de um forte sentido da forma aliado às técnicas vanguardistas. Vilhjálmsson foi um dos primeiros escritores islandeses do século XX que, refractário a qualquer tratamento realista dos temas e das situações humanas, olhou para a liberdade compositiva e para a explosão de imaginação de uma certa tradição do romance europeu (Joyce) e americano (Faulkner), conseguindo, deste modo, fugir seja à síndrome regionalista, seja à cansada imitação do pai do moderno romance islandês, Halldór Laxness.
A sua multifacetada obra literária, que engloba romance, ensaio, poesia, peças teatrais, libretos de ópera, é aclamada pelos seus compatriotas e por muitos leitores de todo o mundo. Os seus livros, inéditos em Portugal, estão traduzidos em mais de 20 países e foram alvo dos mais prestigiosos galardões literários, dos quais se destacam o Nordic Council Literature Prize e o Swedish Academy Nordic Prize, conhecido por ser o«pequeno Nobel».