• Autor Anatole France
  • Ilustrador
  • Coleção Ficção Traduzida
  • ISBN 9789896232764
  • PVP 15,98 € (IVA incluído)
  • preço livre
  • 1ª Edição abril de 2019
  • Edição atual 4.ª
  • Páginas 240
  • Apresentação capa mole
  • Dimensões 150x225x17,5 mm
  • Idade

Prémio Nobel de Literatura

«A sua paixão pela liberdade e a sua honestidade intelectual dão uma cor especial aos seus romances.» - George Orwell

O cidadão Evaristo Gamelin é um jovem artista, fervoroso apoiante da Revolução e dos seus ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. Quando a euforia e o otimismo inicial das ruas são substituídos pelos anos sombrios do Terror, as recém-eleitas autoridades veem em Gamelin o candidato ideal para desempenhar o cargo de jurado do Tribunal Revolucionário.

Sedento de justiça e munido do poder de enviar para a guilhotina qualquer suspeito, Gamelin em breve se torna uma personagem admirada e temida. Nem o amor de Elódia, animado primeiro pelas suas virtudes, depois pela sua violência, será capaz de impedir que Gamelin seja vítima da própria História. Obra-prima da literatura francesa, Os Deuses Têm Sede é considerado um dos mais belos romances históricos sobre o período da Revolução Francesa.

«Um gigante das letras que confronta um mundo perplexo.» - The New York Times

«Informada, segura, hábil, a ficção de France acaba por ser o somatório de uma infância passada entre os livros da livraria e da biblioteca paterna e os anos de bibliotecário, coroados com uma entrada apoteótica na crítica literária.» - Hugo Pinto dos Santos, Público

Anatole France, pseudónimo de François-Anatole Thibault (1844–1924), nasceu em Paris. Filho de um livreiro, desempenha funções na Biblioteca do Senado, ao mesmo tempo que escreve artigos de crítica e publica poesia em jornais e revistas. Em 1896, é eleito membro da Academia Francesa.

Experimenta vários géneros literários — os seus contos, Jocaste et Le Chat Maigre, de 1879, são elogiados por Flaubert —, mas é no romance que a sua vocação de escritor mais se evidencia. O seu primeiro sucesso advém com Thaïs (1890), reevocação decadente do período clássico, adaptado a libreto da ópera homónima, composta por Massenet e hoje em dia parte integrante do repertório tradicional. Seguem-se outros romances famosos, como Le Lys Rouge (1894), e quatro volumes reunidos sob o título Histoire Contemporaine (1897–1901), que marcam em definitivo a maturidade expressiva do escritor e o seu interesse por temas sociais e políticos.

Nas obras do seu último período de vida, destacam-se Vie de Jeanne d’Arc (1908), a novela alegórico-satírica L’Île des Pingouins (1908) e o romance histórico, que decorre durante a Revolução Francesa com Os Deuses Têm Sede (1912) e durante a Terceira República em A Revolta dos Anjos (1914), ambos na Cavalo de Ferro.

Escritor de refinada cultura e elegância de estilo, Anatole France esconde sob a veste de um irónico ceticismo um indulgente desencanto pela sociedade moderna. Em 1921, é-lhe atribuído o Prémio Nobel de Literatura pelo conjunto da sua obra.





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