• Autor Leopoldo Lugones
  • Ilustrador
  • Coleção Ficção Traduzida
  • ISBN 9789896232771
  • PVP 14,99 € (IVA incluído)
  • preço fixo até fim de outubro de 2020
  • 1ª Edição abril de 2019
  • Edição atual 1.ª
  • Páginas 216
  • Apresentação capa mole
  • Dimensões 150x225x15,5 mm
  • Idade

«Leopoldo Lugones foi e continua a ser o maior escritor argentino.» - Jorge Luis Borges

Livro que inaugura um novo género na literatura sul-americana: o conto fantástico, As Forças Estranhas, pela primeira vez disponível em Portugal na sua tradução completa, é considerado uma das obras mais inovadoras e influentes do século XX, tendo merecido a admiração de escritores como Jorge Luis Borges, que o incluiu na sua famosa Biblioteca de Babel.

Dividindo-o em doze relatos e uma «Cosmogonia» em dez lições, Lugones recria nesta ambientes mitológicos, bíblicos e populares, em que o perigo das invenções da ciência, a irracionalidade da fantasia e o misticismo religioso convivem lado a lado, propondo uma nova indagação dos limites da realidade e das forças que regem silenciosamente o Universo e a nossa vida.

Leopoldo Lugones (Villa de María del Río Seco, 1874 – Buenos Aires, 1938), é autor de vários volumes de prosa, onde se contam romances, ensaios, escritos políticos, peças de teatro e uma importante obra poética, que inicia com a publicação de Las Montañas del Oro, em 1897, e se impõe com Lunario Sentimental, de 1909, Odas Seculares, de 1910, ou, em tom épico, Romancero, de 1924.

Nos seus contos, incluídos nos volumes As Forças Estranhas, de 1906, e Cuentos Fatales, de 1926, expõe a crise de consciência religiosa, o cientificismo ou o elogio do decadentismo de finais do século, convertendo-se no grande precursor da literatura fantástica na Argentina. A par da sua atividade literária, Lugones desempenhou um papel ativo na vida social e política do seu país. Foi diretor, de 1915 até à sua morte, da Biblioteca Nacional de Maestros em Buenos Aires e, em 1928, fundou a Sociedade Argentina de Escritores.

O seu polémico percurso político, de cariz nacionalista, levou-o a tomar posições extremas, primeiro professando o ideal socialista, mais tarde dando o seu apoio ao golpe que, em 1930, instaura uma ditadura no seu país. Viria a falecer suicida.