Anatole France

Anatole France, pseudónimo de François-Anatole Thibault (1844-1924), nasceu em Paris. Filho de um livreiro, desempenha funções na Biblioteca do Senado, ao mesmo tempo que escreve artigos de crítica e publica poesia em jornais e revistas. Em 1896, é eleito membro da Academia Francesa.

Experimenta vários géneros literários (os seus contos, Jocaste e Le Chat Maigre, de 1879, são elogiados por Flaubert), mas é no romance que a sua vocação de escritor mais se evidencia. O seu primeiro sucesso advém com Thaïs (1890), reevocação decadente do período clássico, adaptado a libreto da ópera homónima, composta por Massenet e hoje em dia parte integrante do repertório tradicional. Seguem-se outros romances famosos, como Le Lys Rouge (1894), e quatro volumes reunidos sob o título Histoire Contemporaine (1897-1901), que marcam em definitivo a maturidade expressiva do escritor e o seu interesse por temas sociais e políticos. Nas obras do seu último período de vida, destacam-se Vie de Jeanne d’Arc (1908), a novela alegórico-satírica L’Île des Pingouins (1908), o romance histórico, que decorre na época da Revolução Francesa, Les Dieux ont Soif (1912), e A Revolta dos Anjos (1914). Escritor de refinada cultura e elegância de estilo, Anatole France esconde, sob a veste de um irónico ceticismo, um indulgente desencanto pela sociedade moderna. Em 1924, é-lhe atribuído o Prémio Nobel de Literatura pelo conjunto da sua obra.

Livros do autor

A Revolta dos Anjos

Anatole France

Retrato mordaz e divertido de uma sociedade conservadora, A Revolta dos Anjos é uma crítica velada contra a violência e todas as formas de poder instituído.